segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

MODERNISMO

        O modernismo foi um movimento literário e artístico com o objetivo de romper com o tradicionalismo (Parnasianismo, simbolismo e a arte acadêmica), a libertação estética, a experimentação constante e, principalmente, a independência cultural do país. Apesar da força do movimento literário modernista  a base deste movimento se encontra nas artes plásticas, com destaque para a pintura.
    
       A partir de 1922, com a Semana de Arte Moderna tem início o que chamamos de Primeira Fase do Modernismo ou Fase Heroica (1922-1930), esta fase caracteriza-se por um maior compromisso dos artista, na literatura há a criação de uma forma de linguagem, que rompe com o tradicional, transformando a forma como até então se escrevia.
    Na década de 30, temos o início do período conhecido como Segunda Fase do Modernismo ou Fase de Consolidação, que é caracterizado pelo predomínio da prosa de ficção.
    Temos ainda a Terceira Fase do Modernismo (1945- até 1960), a prosa dá sequência às três tendências observadas no período anterior – prosa urbana, prosa intimista e prosa regionalista, com uma certa renovação formal; na poesia temos a permanência de poetas da fase anterior, que se encontram em constante renovação, e a criação de um grupo de escritores que se autodenomina “geração de 45”, e que buscam uma poesia mais equilibrada e séria, sendo chamados de parnasianos.

      O Modernismo tem seu marco inicial com a realização da Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. O grupo de artistas formado por pintores, músicos e escritores pretendia trazer as influências das vanguardas europeias à cultura brasileira. Essas correntes europeias expunham na literatura as reflexões dos artistas sobre a realidade social e política vivida. Por este motivo, o movimento artístico “Semana de Arte Moderna” quis trazer a reflexão sobre a realidade brasileira sociopolítica do início do século XX.
 
Por Sabrina  Vilarinho
Graduada em Letras


Os principais autores e suas obras modernistas eram:


  • Alcântara Machado - Mana Maria (1936)
  • Manuel Bandeira - Estrela Da Manha.
  • Augusto dos Anjos - Domínio Público
  • Mário de Andrade - Os filhos da Candinha
  • Lima Barreto - Clara dos Anjos
  • Cecília Meireles - Ou isto , ou aquilo
  • Clarice Lispector - A hora da Estrela
  • Jorge Amado - Capitães de Areia
  • Érico Veríssimo - O continente
  • Mário Quintana - Esconderijo do Tempo
  • Graciliano Ramos - Vida Secas    


  • Entre outros ...

         Graciliano Ramos nascido em 27 de outubro de 1892, em Quebrangulo, sertão de Alagoas, cresceu nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE) enfrentando não só a seca, mas também as surras aplicadas pelo pai, fato que o fez acreditar desde cedo que todas as relações humanas se movem pela violência. Os 60 anos de Graciliano Ramos são lembrados em sessão solene na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras, na qual falaram sobre sua obra Jorge Amado, Peregrino Júnior, Miécio Tati, Heraldo Bruno, José Lins do Rego e outros. Entre suas obras a conhecida é Vidas Secas.
       Vidas Secas foi um romance publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.
        O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.  




     

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